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terça-feira, 17 de julho de 2007

Qual o caminho para conter a valorização cambial?

Nossa econômia tem crescido de forma firme e sustentável. Entre 2003 e 2006, a taxa anual media de juros Selic recuou 8 pontos percentuais – de 23,4% para 15,13% ao ano, e atualmente é de 12,5% ao ano, segundo o BACEN. O valor da divida externa líquida brasileira não ultrapassa 50% do valor anual das exportações. O risco-país (EMBI = da J.P. Morgan) não chegou a 130 pontos em maio de 2007. A expectativa para o saldo da balança comercial (exportações menos importações de mercadorias), para 2007 é de superávit em mais de US$ 40 Bilhões. Todo esse superávit comercial deve-se a um cenário internacional extremamente favorável para as exportações brasileiras de produtos como: minério de ferro, metalúrgicos, derivados do petróleo, além de produtos agrícolas como açúcar e café. Como podemos observar a economia brasileira esta seguindo um bom caminho, mas na verdade o volume de moeda estrangeira que tem entrado em nosso país, diariamente através do ótimo desempenho das exportações brasileiras beneficiada pela constante demanda externa por produtos de nossa pauta de exportações, e também pela entrada de capital estrangeiro atraído pela nossa hiper taxa de juros, bem mais alta que a de outros países (comparado a nossa situação econômica). Esses dois vetores tem provocado, uma grande valorização cambial, desde maio (desse ano) o Dólar passou a ser comercializado a menos de R$ 2. O BANCEN tem usado da compra de dólares um instrumento para conter essa valorização da nossa moeda, e assim reduzir a volatilidade da taxa de cambio, aumentando assim as reservas (entre janeiro e abril já acumulamos cerca de US$ 36 bilhões), mas essa atitude que o BANCEN vem tomando não é uma das melhores ou mais baratas, na verdade é uma despesa cara para o Brasil, devido as elevadas taxa de juros. Quando o BANCEN compra dólares, coloca mais real em circulação e para conter esse excesso de moeda, vende títulos atrelados à taxa Selic. Toda essa problemática tanto para o Banco Central quanto para os exportadores (que viram seus produtos aumentarem o preço em cerca de 70% nos últimos 3 anos), poderia ser amenizada. Como analisado anteriormente o problema da valorização cambial é ocasionado por dois vetores, um que é o aumento significativo das exportações e o outro é a nossa taxa de juros que tem atraído capital estrangeiro. Como sempre ouvimos falar que pra tratar de algum problema temos que saber o que ocasionou o mesmo, então para amenizar o problema da valorização cambial, teríamos que ou diminuir as exportações (fator totalmente inviável) ou intensificar de forma mais coesa a queda na taxa de juros (Selic), essa é a alternativa para mais viável para conter a valorização do real, e há condições adequadas para que essa queda aconteça, devido ao ótimo cenário econômico que o país vive. Conseguintemente reduziria o custo do BANCEN e contribuiria para a expansão da economia, com força significativa sobre as importações, e em médio prazo, sobre o próprio superávit comercial.