terça-feira, 24 de março de 2009

Novamente os juros...

Durante os últimos 06 (seis) anos a discussão a respeito da taxa básica de juros, sempre esteve na mídia, seja por parte dos trabalhadores e empresários da indústria, que visualizavam na redução dos juros, um vetor ainda maior para o aquecimento da economia Brasileira, ou mesmo por parte dos banqueiros satisfeitos com os dividendos recebidos através dos altos juros promovidos por uma política monetária ortodoxa. Toda a blindagem construída atrás da política dos altos juros no Brasil, tem por objetivo o controle da tão temida inflação, que atormenta o sono de muita gente. Porém, hoje a crise mundial proporcionou a retração do consumo mundial (da demanda), principalmente nos países desenvolvidos. É natural admitirmos que com a diminuição da demanda, ocorre à ampliação da oferta de produtos e serviços, e conseqüentemente a diminuição dos preços desses produtos, pois o dinheiro ficou escasso na mão das pessoas. Pois bem, a crise internacional já respinga, ou melhor, já atinge a economia brasileira, haja vista a queda do PIB em 3,6% no último trimestre segundo dados do IBGE. Como essa crise tem por variável a confiança (credibilidade) das economias, ocorreu uma forte diminuição da oferta de credito, por parte dos bancos e assemelhados. Toda via, com a taxa básica de juros selic alta(Taxa básica utilizada pela economia brasileira), atrelada a diminuição da oferta de credito, temos a seguinte equação: juros reais ao consumidor e ao empresário, ainda mais altos e escassos. Na ultima reunião do comitê de política monetária do Banco Central, ocorreu o que já estava previsto. Um corte na taxa básica de juros, de 1,5%, passando a taxa de 12,75% para 11,25%, um corte ainda muito tímido, em comparação com países em desenvolvimento como Turquia e Rússia, que possuem hoje taxas de juros, que descontando a inflação chega a 3%. Analisando o momento atual, o Brasil necessita ainda mais diminuir os juros, e em conseqüência ampliar o crédito ao empresário empreendedor, para promover novas tecnologias e expandir sua produção, gerando mais empregos, e conseqüentemente elevando o consumo atrelado a maior oferta de credito, e de empregos. Finalizando, nesse momento de crise o Brasil, necessita pensar e realizar reformas estruturais desprendendo-se das amarras, buscando de fato o desenvolvimento necessário à promoção de uma maior distribuição de renda. Em resumo o caminho apontado é reduzir os juros e realizar as reformas necessárias.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Crescimento versus Carga Tributária

O ano passado foi um ano bastante favorável para a economia Brasileira, principalmente quando se diz respeito ao aumento da taxa de crescimento que em 2007 chegou a 5%, este resultado bastante favorável deu-se devido a varias variáveis como: diminuição da taxa básica de juros; aumento da demanda interna; expansão do credito; aquecimento da economia m mundial, entre outras variáveis. Porém existe uma grande preocupação do setor produtivo, para que todo esse crescimento não seja consumido pela falta de reformas econômicas e de disciplina fiscal. Os gatos governamentais crescem sem nenhuma racionalidade de gestão. Impedido que o governo possa aumentar seus investimentos ou mesmo reduzir a carga tributaria. Carga esta, que entra em debate no congresso nacional, em mais uma “reforma” fictícia e que privilegia apenas os gestores do poder executivo. É necessário aproveitarmos o cenário econômico e social favorável que a economia brasileira atravessa, para aprovamos uma reforma tributaria justa, que fortaleça a indústria nacional e que desobstrua os gargalos deste sistema fiscal desigual. A polemica da CPMF (que representava 4% da arrecadação) e sua não aprovação, serviu de caminho para o governo lançar esse projeto de reforma tributária, que necessita ser debatida e analisada por organizações ligadas ao setor produtivo. Entretanto é primordial para esta reforma, considerar o fato que os principais paises industrializados tributam mais renda e lucro, enquanto no Brasil o que mais se taxa é o setor de bens e serviços. Sendo o atual sistema regressivo, que penaliza os mais pobres e algema o setor produtivo. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, é necessário criar um teto para a carga tributária e assim cortar a fonte de aumento das dispensas, hoje o Estado consome 40% do PIB, onde devido o crescimento da economia dos últimos 5 (cinco) anos, esta passando por despercebido pela maioria dos Brasileiros. Sabemos que nos últimos anos ouve um grande aumento dos gastos “sociais”, porém mesmo, que esses gastos triplicassem não resolveria os problemas do País, É necessário gerar empregos, fator que se choca com essa carga tributária injusta e cruel. O momento também é favorável para outras reformas como a previdenciária, trabalhista e principalmente política. O crescimento econômico sustentável está nas mãos do Estado, é incoerente continuarmos fechando os olhos para os gargalos institucionais do País.

sábado, 15 de setembro de 2007

O PAC e os Pólos de Desenvolvimento em Pernambuco

No inicio desde ano o governo, lançou um programa intitulado, PAC – Programa de Aceleramento do Crescimento, que tem por desígnio a promoção de investimentos em infra-estrutura, através de recursos públicos oriundos da união, em especial da seguridade social, e de empresas publicas e Privadas. A idéia do PAC é louvável, porém as ações do programa (em Pernambuco) estão centralizadas na região metropolitana, e os pólos de desenvolvimento continuam esquecidos pelo poder estatal, neste caso das ações do PAC. Nestas ultimas eleições em determinados programas eleitorais de TV encontrávamos vários candidatos se intitulando provedores ou mesmo patronos dos pólos de desenvolvimento e até das vocações regionais. Os pólos regionais em Pernambuco ao contrario dos que muitos imaginam, não surgiram de nenhum esforço governamental, mais sim da luta vocacional do povo empreendedor que vive nessas regiões. Exemplo é o pólo de confecções do agreste que surgiu com a produção de colchas de retalhos¹ (em Santa Cruz do Capibaribe), que eram elaboradas de forma artesanal e vendidas pelos manganheiros ² principalmente nas feiras livres da zona da mata do estado e que anos depois tornou-se a produção de moda de qualidade, que hoje é a principal economia daquela região. Nos outros pólos de desenvolvimento, não é diferente, todos surgiram através da intuição empreendedora dos que acreditaram nas vocações regionais. Vocações estas que não são verdadeiramente incentivadas pelo poder estatal, nem em épocas onde a SUDENE funcionava, os pólos não eram observados como potencial pelo estado. Estamos diante de um novo plano de desenvolvimento para o país, com a reorganização da ADENE (antiga SUDENE), e ações de implementação de infra-estrutura do PAC (principalmente de escoamento de produção), mais novamente os pólos estão esquecidos, será que em Pernambuco se resume na região metropolitana do Recife?. É decepcionante ver que a cada dia vários pernambucanos migram para esses pólos em busca de sonhos de vida melhor, e essas cidades são esquecidas dos investimentos governamentais. É mais do que necessário rever, a quem de fato serve o PAC , sou extremamente favoravel aos investimentos em energia, habitação, saneamento, abastecimento, entre outros, contudo se não olharmos para os heróis do desenvolvimento do estado, iremos continuar sem expectativas de aceleração de crescimento:.
¹ RETALHOS: Recontes de tecidos; sobra de tecidos. ² MANGANHEIROS: Vendedores de tralhas - Caixeiros viajantes.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Desemprego e Tecnologia

Desde que o homem deixou de ser nômade e coletor, sua principal característica tem sido o trabalho, ou seja, o homem deveria se “esforçar” para poder sobreviver. Analisando a historia da humanidade, observamos a mesopotâmia (onde segundo os historiadores surgiu à civilização humana), encontramos o inicio da atividade agrícola, e totalmente ligado a essa atividade surge também (dando pequenos passos) a engenharia com a construção dos canais do Rio Tigre e Eufrates. Para a época os canais eram a grande inovação, creio que essa proeza significou o avanço do setor agrícola e proporcionou um melhor resultado para a “produção” da época. Ao longo de tempo surgem novas inovações (tecnologias), que foram se aperfeiçoando durante os tempos. Em meados do século XIX surge a revolução industrial, ocasionando profundos impactos no processo de produção principalmente devido à fabricação em maior escala. Essa revolução perdura até nossos dias, e a era agrícola foi “superada”, a máquina foi suplantando o trabalho humano, uma nova relação entre capital e trabalho se impôs, novas relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenômeno da cultura de massa, entre outros eventos. Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo econômico, a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o motor a vapor. O capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente. Entretanto como já analisava o economista classíco David Ricardo em sua obra prima: Princípios da economia política e tributação (Principles of political economy and taxation), em 1817, ele mostrava sua preocupação quando se retravada a maquinaria, Ricardo analisava que apesar do barateamento da produção (Causada pela produção em escala), as inovações tecnológicas retraiam o emprego, que por sua vez gerariam grandes impactos na qualidade de vida das nações (sobretudo da classe trabalhadora). O capitalismo é movido a inovação, a busca incansável de novas tecnologias. Sabemos que a inovação tecnológica tem cumprido um papel importante na historia da humanidade, especialmente quando nos referimos aos últimos experimentos nas áreas de saúde, comunicação, educação, transportes entre outros. Porém é a inovação tecnologica a grande vilã da sobrevivência econômica dos povos. A automação tecnologica através da busca da maior produtividade e maior lucratividade tem gerado diretamente a maior taxa de desemprego da historia. A tecnologia tem acada inovação tem provocado a extinção de varias categorias de trabalho, e as categorias que surgem são totalmente insuficientes. Na época de Ricardo as inovações surgiram essencialmente para a industria, contudo hoje a inovação está presente nas mais variadas áreas econômicas, e tem proporcionado amplos impactos no setor primário. Como falamos no inicio desse artigo à inovação surgiu inicialmente para proporcionar melhorias na agricultura, porém naquele momento o objetivo da inovação era o coletivo. Hoje acompanhamos a mecanização da agricultura através de tratores, colheitadeiras, etc . Vamos citar as conseqüências da “inovação tecnológica” no setor agrícola americano nos últimos 100 anos: Em1850, 60% dos trabalhadores estavam no campo, hoje: esse número se reduz a 2,7% Porém a concentração de terras e produção agrícola é de alta escala. Um fato interessante é que em 1880 eram necessários 20 homens/hora para colher um acre de trigo. Esse número passou para 12,7 em 1916 e para apenas 6,1 vinte anos depois. Analisando outros setores como a industria automobilística, percebemos que robótica já substitui a força humana, a reengenharia diminui drasticamente o numero de trabalhadores na siderurgia, no setor terciário também é preocupante, o setor de serviços perdeu seu papel como máquina desenfreada de geração de empregos. É fácil observarmos esse fato através do setor bancário, o qual substituiu seus caixas por caixas eletrônicos (entre 1983 à 1993 cerca de 179mil caixas humanos foram substituídos por caixas eletrônicos nos EUA). As variáveis que causam o desemprego no globo são muitas, porém a automação tem contribuído severamente para o aumento desse indesejável problema da humanidade. As previsões de Ricardo estavam certas, a maquinaria (inovação tecnológica), provocou e continuará a provocar o desemprego e principalmente a queda na qualidade de vida da classe trabalhadora. O desemprego também tem gerado violência, medo, fome e desigualdades sociais. É necessário colocarmos a inovação tecnológica a favor do coletivo e não do capital. Acredito que no futuro poderemos observar que a “estrada vai além do que se ver”, e que a humanidade deverá tomar uma nova atitude em relação a um novo modelo econômico:.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Panorama Latino-Americano

A América Latina sempre foi palco de diversos cenários, desde a luta da libertação levantada por Bolívar, à batalha dos estudantes contra as ditaduras militares sangrentas e cruéis. O amor pela Latinoamérica foi e é cantada de forma firme e emocionante, principalmente em países onde a democracia ainda caminha a curtos passos. Apesar de sermos considerados como outro continente pelos “irmãos” Anglo-Saxônicos, porém é na América Latina onde encontramos as maiores riquezas do continente, riqueza muito além de econômica, mais também, cultural, histórica, e principalmente de recursos naturais, entre outras, porém continuamos os “bastardos” do continente, segundo eles. Nas ultimas décadas as economias latinas sofreram muito com as mudanças impostas pelo neoliberalismo econômico do norte, contudo essas mudanças causaram grande impactos diretos na vida dos “latinos”, impactos de mal e de grande valia, as economias tiveram de se adaptar ao modelo “global”. Na década de 90 houve grandes lutas entre os movimentos sociais e os estados nas disputas pelas reformas estatais, onde na maioria das vezes quem saiu perdendo foram os trabalhadores. Contudo algumas dessas reformas foram primordiais para o equilíbrio das contabilidades nacionais dessas nações.Porém paises que seguiram a risca a cartilha neoliberal hoje são reféns do vizinho do norte, podemos citar o caso do México e da Colômbia que tem total dependência econômica aos EUA (hoje cerca de 90% das exportações desses referentes países são para vizinho do norte). Nos últimos anos devido a uma política macroeconômica mais acertada, surgem na cena econômica novos talentos, que vem ganhando cada vez espaço nessa América tão desigual. Essa semana foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas – FGV e pelo Institute for Economic Research at the University of Munich (Alemão), o Índice de Clima Econômico da América Latina, onde mostrou que nos últimos 21 meses consecutivos o ambiente econômico tem sido favorável na região, mas ainda é cauteloso devido principalmente ao populismo iniciado por Chavez e seus discípulos. O presente estudo mede o clima econômico em referencia a investimentos e negócios, e os países recebem pontos (notas) que podem ser de 1,0 à 9,0. Segundo as informações coletadas em relação ao índice de expectativas (em pontos) os principais países são: Uruguai (8,0), Costa Rica (7,7), Peru (6,5), Chile (6,4), e Brasil (6,3). É necessário mais do que nunca avançarmos ainda nas expectativas sobre nossa economia, e principalmente avançarmos no ranking de clima econômico, que hoje ocupamos a 7ª posição como vemos na tabela ao lado. Para que nossa economia venha vencer esse ranking é necessário progredir nas políticas estatais de incentivo ao investimento, avançarmos nas reformas da previdência, tributaria e trabalhista que são necessárias para o Brasil crescer, é mais do que essencial buscarmos gerar emprego principalmente na criação de pólos de demanda agregada. Chega de tamparmos o sol com a peneira, é hora de tirar o PAC do papel e começarmos investir no País em setores estratégicos como: infra-estrutura com atenção ao escoamento da produção, tecnologia e energia. Já em relação à América Latina, faço as palavras de um grande amigo: No passado sofremos muito com a opressão da direita através das ditaduras, porém não podemos-nos enganar com as ditaduras de “esquerdas”. Para América Latina e para o globo o conselho e o buscar o equilíbrio e principalmente planejar o futuro.

Willamy Feitosa:.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A novela da CPMF

Hoje no Brasil segundo estudo divulgado pelo Banco Central – BC (em 14 de junho de 2007), no Brasil existe cerca de 143,4 Milhões de correntistas. E todos esses querendo ou não pagam a conhecida contribuição provisória sobre movimentação financeira – CPMF, entretanto essa contribuição “provisória” não é nova, ela surgiu em 1993 e entrou em vigor em 1994, teve seu termino em dezembro do mesmo ano, nesta época a CPMF era chamada de IPMF e sua alíquota era de 0,25%. Em 1997 a CPMF volta dessa vez com a “intenção” de direcionar os recursos para a área da saúde, agora um pouco menor 0,2%. E desde então é prorrogada (hoje a alíquota é 0,38%). Desde 2000 o governo resolveu cruzar as informações bancarias, com as declarações de imposto de renda dos contribuintes, como forma de combater a sonegação. O total já arrecadado desde 1994 supera os 186 bilhões de reais, e novamente a CPMF deve ser prorrogada e essa semana na Comissão de Constituição e Justiça – CCJ, da Câmara Federal, a proposta do governo é de prorroga até 2011, mas hoje existem vários debates no congresso nacional, sobre o valor da alíquota e da totalização do recurso, que hoje vai apenas para a união. Os estados e os municípios também querem sua parte no bolo, do tributo mais bem arrecadado do País. Nessa historia toda, observamos que os recursos não vão de fato pra o sistema de saúde, e que o governo Lula (um dos mais gastadores de todos os tempos) necessita desse recurso para dar estabilidade orçamentária às contas do governo. Acredito que é justo os estados e os municípios compartilharem do bolo da CPMF, aja visto que a união hoje fica com todo bolo, porem é necessário uma verdadeira transparência e principalmente eficiência de como?, e onde? gastar esses recursos. O problema maior além da corrupção (cotidiana), é o gosto inadequado dos recursos públicos, o governo federal gasta muito mal, fator que é acompanhado pelos estados e principalmente pelos municípios.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Novamente no Portal FAVIP

Estamos essa semana novamente no Portal FAVIP, dessa vez com o artigo: Previdência Social - A conta que não fecha. Quero agradecer a todos os moderadores pelo reconhecimento.... veja pelo linck: http://www.favip.edu.br/v4/?lamp=0,0,1104,14